Certo? Se está bom pra você, dá um chute. E pode apostar, vamos nos amar infinitamente mais e melhor do que a gente já se amou um dia. Como assim, quanto é infinito? Infinito é infinito. É tudo. É pra sempre. É sem fim. É uma coisa que não dá contar nos dedos.
Uma definição não encontrada no dicionário. Não ir embora: ato de amor e confiança.
— Me dá um pedaço desse chocolate.
— Vou colocar na boca aí você pega.
— Eu vou morder.
— O chocolate?
— A tua boca.
Diga uma palavra pra me acalmar, me convença que um dia tudo vai melhorar.
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Capital Inicial (via allaxg)
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O amor não morde. O amor não assusta. O amor não dói. Eu achava que as coisas eram diferentes, que amor dava frio na barriga, insônia, congestão nasal, que arrancava pedaço, que deixava a gente nas nuvens, que era um susto sem fim. Não, o amor não é nada disso. A paixão nos provoca uma série de sofrimentos. E traz aquela sensação de borboletas no estômago. A paixão é um comportamento adolescente, que se emburra e devolve os presentes, que bate porta, que se acha grande coisa, que quase mata no grito, que dura uma semana ou duas. Tem muita gente que pensa que ama. Não sou ninguém para julgar o amor dos outros, longe de mim. Mas o amor, o amor mesmo, o amor bonito, o amor real, o amor sereno, o amor de verdade não é montanha-russa, não é perseguição, não é telefone desligado na cara, não é uma noite, não é espera. O amor é chegada. É encontro. É dia e noite. É acordar e fazer um carinho de bom dia. É ajuda, mãos dadas, conforto, apoio. É saco cheio, também. Porque de vez em quando o amor enche o saco. Tem rotina, tem manhã, tarde, noite, tem defeito, tem chatice, tem tempestade. Mas o céu sempre limpa. Porque o amor é puro como o azul do céu.
Ciúmes nem sempre é doença ou obsessão. É medo de perder, é cuidado, é proteção.
Um dia de cada vez, certo?
— Quem não procura, não sente falta.
— Engano seu. A saudade é grande, mas o orgulho é ainda maior.
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Caio Fernando Abreu (via p-oeta)
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